domingo, 24 de janeiro de 2016

PF prende empresário que vende medicamentos falsos para prefeituras do MA.


Foi efetuada prisão em flagrante nesta sexta-feira (21), o dono da empresa clandestina SOARES, que operava em diversas Prefeituras do Maranhão, mesmo funcionando sem autorização, com endereço em Teresina, onde mantinha, num depósito, grande quantidade de medicamentos farmacêuticos com prazos de validade vencidos, bem como material cirúrgico e hospitalar usados, que seriam base para falsificações, adulteração de componentes e outras atividades criminosas, visando a reinserção nos mercados consumidores maranhenses.
A descoberta das atividades criminosas foi possível a partir do esforço fiscalizatório da ANVISA, que destacou servidores da Brasília para comprovar a existência de lote de medicamentos falsos em posse de Centro Médico de cidades maranhense.
A partir da confirmação do potencial lesivo dos medicamentos e da gravidade dos fatos alcançando ao menos dois estados da federação, a Polícia Federal consegui localizar o endereço onde a empresa clandestina “SOARES” mantinha em depósito os produtos medicamentosos e demais itens de uso hospitalar, sem condições mínimas de higiene e misturados a produtos tóxicos e perigosos à saúde humana.
O preso, agora à disposição da Justiça, confessou que já pratica o comércio de produtos médicos e fármacos há bastante tempo, sem qualquer fiscalização sanitária, revendendo tais produtos a médicos, dentistas e até a Hospitais públicos e particulares de municípios maranhenses e piauienses. Explicou, ainda, que uma grande parte dos produtos adulterados eram encontrados no “lixão” de Teresina, onde estariam sendo descartados sem a menor cautela, propiciando o resgate e recolocação para o uso médico, comprometendo tratamentos, inclusive de doenças como o “câncer”.
As investigações prosseguirão para identificar os compradores e distribuidores dos produtos falsificados, bem como para municiar os órgãos públicos ligados à área de saúde, com informações necessárias para a tomada de medidas fiscalizatórias e punitivas urgentes, dada a gravidade da situação.


reportagem. Willame Policarpo

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