quarta-feira, 27 de abril de 2016

PISCINA ABANDONADA VIRA CRIADOURO DO AEDES AEGYPTI EM CODÓ, MA

Construção foi reformada em 2008; nunca foi usada como ponto de lazer.
Coordenador de combate à dengue disse que a piscina não oferece risco.




Uma piscina abandonada em um antigo espaço de lazer em Codó, a 290 km de São Luís, está preocupando moradores na região. Eles temem que o local se torne um criadouro do mosquito Aedes aegypti.
Duas administrações municipais investiram mais de R$ 1 milhão de reais na região conhecida como 'Prainha'. A última obra realizada foi no ano 2008 quando a estrutura atual, ou o que resta dela, passou a existir.
No entanto, a construção não chegou a ser usada sequer um ano como ponto de lazer. Mal conservado, o local abriga abandono e vandalismo. Quando começam as chuvas, as duas grandes piscinas construídas armazenam toda a água.
Muitos cansaram de reclamar e observam o problema, agora, calados. O aposentado Raimundo dos Santos diz que não adianta mais reclamar. "A população tem medo mas não diz nada não. Porque não adianta a gente falar, mas nada é resolvido", contou.
Outro problema é a falta de segurança para as crianças. Há algum tempo, não existe muro ou portão que isola a construção das crianças, que podem entrar e sofrer afogamentos na piscina feita para os adultos.
O lavrador Orlando Machado relata o momento em que salvou uma criança da morte. "A criança estava andando, aí ela escorregou e caiu. Criança não sabe nadar, daí eu salvei ela de morrer afogada. O perigo não é só mosquito", afirmou.
O coordenador de combate à dengue em Codó, Raimundo Egídio de Jesus Santos, informou que a piscina mostrada na reportagem não oferece qualquer perigo em relação à proliferação do mosquito Aedes aegypti. Ainda segundo o coordenador, a piscina fica a céu aberto, o que aumenta a temperatura da água. Segundo ele, o local é regularmente tratado com larvicida apropriado para combater o mosquito.

reportagem. Willame Policarpo


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