segunda-feira, 13 de junho de 2016

Procurador diz que Renan, Jucá e Sarney podem acabar com a Operação Lava Jato.

As gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, mostraram que existe uma trama para paralisar a Operação Lava jato, e quem esta na linha de frente é o senador Renan Calheiros (AL), o ex-presidente José Sarney (AP) e o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (RR).
 
Quem garante isso é o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, que disse ser “possível e até provável” que as investigações do maior escândalo de corrupção do País acabem.
 
Dallagnol explicou que as conversas expuseram uma trama para “acabar com a Lava Jato”. “Esses planos seriam meras especulações se não tivessem sido tratados pelo presidente do Congresso Nacional”, disse o procurador.
 
Ele explicou que as pessoas envolvidas possuem influência em todos os setores do poder e que o Ministério Público vai precisar da força de políticos comprometidos para que a Operação não seja impedida.
 
“É, sim, possível e até provável, pois quem conspira contra ela são pessoas que estão dentre as mais poderosas e influentes da República.
À medida que as investigações avançam em direção a políticos importantes de diversos partidos, a tendência é que os que têm culpa no cartório se unam para se proteger. É o que se percebe nos recentes áudios que vieram a público. Neles, os interlocutores dizem que alertaram diversos outros políticos quanto ao perigo do avanço da Lava Jato.
 
É feita também a aposta num ‘pacto nacional’ que, conforme também se extrai dos áudios, tinha como objetivo principal acabar com a Lava Jato.
Não podemos compactuar com a generalização de que políticos são ladrões, porque ela pune os honestos pelos erros dos corruptos e desestimula pessoas de bem a entrarem na política. Contamos com a proteção de políticos comprometidos com o interesse público, mas não podemos menosprezar o poder das lideranças que estão sendo investigada”.


reportagem. Willame Policarpo.
edição. Gilberto Mix

Nenhum comentário:

Postar um comentário