segunda-feira, 15 de maio de 2017

A Marca da Irresponsabilidade deixa um saldo de três mortos no sábado dia 13 de maio


“Pense no meu sofrimento, pois pode acontecer contigo”. Esta frase, dita por todos familiares, que teve os sonhos de toda uma breve vida de apenas  ceifados pela brutalidade do nosso trânsito, escancara, com a tristeza de quem sofre uma dor que não é humana, uma das maiores verdades que levam à situação caótica hoje verificada.

O criminoso HELIO SANTOS que dirigia sob o efeito de álcool, o irresponsável que não respeita velocidade ou regras mínimas de condução segura, transformando o veículo em uma arma fatal, não o faz apenas movido pela impunidade que graceja em nosso meio. O faz, também, acreditando que a desgraça, a perda, a tragédia só acontece com os outros.

Não há maior engano. Todos nós, motoristas ou pedestres, pais, mães, filhos, amigos somos potenciais vítimas da violência dessa verdadeira chacina a céu aberto que é trânsito brasileiro.

Não se prioriza educação, a lei é absolutamente frouxa e nós, juristas, talvez até porque esse é um crime que qualquer um pode cometer, em nome de garantias fundamentais, fundamentamos cada vez mais a impunidade que mata como guerra esse é o carro envolvida no trágico
acidente. 


O agravante disso tudo é que erros históricos, motivados por interesses exclusivamente econômicos, privilegiam até hoje o transporte privado em desfavor do público, resultando que de forma descontrolada estamos jogando, em vias públicas deficientes e insuficientes, cada vez mais carros para circulação. Isso, misturado com a impunidade, fará com que o número de mortes só aumente.



Reportagem : Willame Policarpo



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