terça-feira, 9 de maio de 2017

Movimento sindical fará Ocupe Brasília em 24 de maio


Dirigentes das Centrais reunidos na sede do Dieese, nesta segunda

As Centrais Sindicais decidiram na tarde desta segunda (8) que o desfecho da Marcha à Capital Federal, chamado de movimento Ocupe Brasília, será realizado dia 24. As nove entidades que organizaram a greve geral de 28 de abril se reuniram na sede do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em São Paulo, para definir novas ações contra as reformas trabalhista, previdenciária e a terceirização.

As manifestações, que haviam sido apontadas na reunião da última quinta (4), na sede da CUT, em SP, foram ratificadas pelas Centrais. Porém, o empenho máximo será a construção unitária de uma grande Marcha, que culminará na ocupação de Brasília na semana em que pode ocorrer a votação da PEC 287 (reforma da Previdência). Informações de bastidores no Congresso indicam que, na base do atropelo, o governo quer votar a Emenda dia 25 de maio.

ATOS - Antes da Marcha, e para sua própria preparação, estão programados atos unitários, como também mobilizações no âmbito das Centrais e Confederações (por meio do Fórum Sindical dos Trabalhadores – FST). O movimento sindical promoverá ainda ações nos redutos eleitorais dos parlamentares, além de atividades em conjunto com movimentos sociais e buscará reforçar o apoio de entidades como CNBB, OAB e Anamatra, entre outras.

Na reunião de ontem, formou-se Grupo de Trabalho (GT) para cuidar de encaminhamentos práticos relacionados à infraestrutura do Ocupe Brasília, logística e à divulgação do movimento. O GT começa a trabalhar hoje (9). Entre as atividades previstas está a edição de um jornal unitário, com dois milhões de exemplares. 

TRABALHISTA - A reforma defendida pelo governo, mas contestada pelo movimento, terá de passar por três Comissões do Senado e seguir o rito regimental. "Essa tramitação, a se seguir o rito, levará mais de 60 dias", calcula Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese.



O programa Repórter Sindical desta terça (9) entrevista o professor Celso Napolitano, presidente do Diap e da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp).

Ele fala sobre os desdobramentos da maior greve geral da história recente do País, realizada em 28 de abril.
 "A greve geral foi forte e pra valer", destaca Napolitano. Na sua avaliação, o sindicalismo deu um recado, "mostrando que as 'deformas' de Temer não são aceitas pelos trabalhadores".

Serviço - Repórter Sindical é exibido toda terça em Brasília, das 18 às 19 horas, pela TVComDF, Canal 12 da Net ou pelo site www.tvcomunitariadf.com
Assista - Programa também pode ser acessado em nosso canal do YouTube e no site tvagenciasindical.com.br 



Reportagem : Willame Policarpo

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