sexta-feira, 17 de novembro de 2017

PF prende 14 pessoas durante operação que apura desvios de recursos na saúde no Maranhão.

Em coletiva, a Polícia Federal informou que a operação iniciou com o caso de uma enfermeira que recebia super salário em Imperatriz, a 626 km de São Luís.


Polícia Federal explica como funcionava desvios de recursos da saúde do Maranhão.

A Polícia Federal (PF) confirmou que 424 pessoas recebiam dinheiro extra oriundo de recursos públicos federais desviados em contratos na área da saúde. Segundo a PF, foram expedidos 17 mandados de prisão, sendo que 14 pessoas foram presas e três estão foragidas.

O delegado Wedson Cajé Lopes, que comanda a 5ª fase da operação "Sermão aos Peixes", também informou que, dentre as prisões está a da ex-subsecretária de saúde do Estado e atual suplente a Deputada Federal, Rosângela Aparecida da Silva Barros, conhecida como Rosângela Curado (PDT), presa em São Luís. Ela esteve no cargo de subsecretária entre janeiro de 2015 e setembro do mesmo ano e foi responsável pelo desvio de uma parte da verba pública, segundo a PF.

Coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (16) revelou esquema de desvio de dinheiro na área da saúde do Estado.

Dentre os casos que levaram às investigações está a de uma enfermeira de Imperatriz identificada como Keilane Silva que recebia salário extra. Os enfermeiros recebiam em torno de 3 mil reais, enquanto ela recebia cerca de 13 mil. A partir do contracheque da enfermeira e das divergências nos demais salários dos colegas, a Polícia Federal começou a operação.

Um ex-superintendente de acompanhamento das redes de serviços na área de saúde, médicos e funcionários também foram presos. Francisco Alves Moreira, Superintendente da Controladoria Regonal da União também informou na coletiva que a controladoria fez um relatório indicando que, por conta do desvio nos recursos, houve uma grande perda na saúde do Estado com danos à saúde das pessoas que procuravam serviços públicos e não achavam.

Por meio de nota, a enfermeira Keilane Silva afirmou que jamais teve seu nome envolvido em quaisquer denúncias de desvio de conduta, falcatruas e improbidades. Ela afirma que desde 2015, ocupa o quadro de funcionários da Unidade de Pronto Atendimento de Imperatriz (UPA) e que durante o período, o Governo do Maranhão estava tentando sanar débitos com o quadro de funcionários do sistema de saúde e que por isso, no mês de março de 2015, ela recebeu um valor retroativo a esse período trabalhado e não pago. Segundo ela, a situação aconteceu com outros colegas.

G1 tentou contato com ex-subsecretária de saúde do Estado e atual suplente a Deputada Federal, Rosângela Aparecida da Silva Barros, mas até o momento, não obteve resposta.

Nota da esclarecimento da enfermeira Keilane Silva:

1.     Sou enfermeira, formada pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e já prestei/presto serviço em diversos locais, tais como a Prefeitura Municipal de Imperatriz, onde fui aprovada no concurso realizado pela Fundação Sousândrade (FSADU) em 2012, com muito estudo e dedicação consegui garantir o 1º lugar em um universo de 1.137 inscritos. Jamais tive problemas com meus colegas de trabalho, tendo prestado serviços na minha área de formação sempre de maneira ética e idônea. Da mesma maneira, jamais tive meu nome envolvido em quaisquer denúncias de desvios de conduta, falcatruas, improbidades.

2.     A partir de janeiro de 2015, passei a integrar o quadro da Unidade de Pronto Atendimento -UPA- de Imperatriz na função de enfermeira, com o cargo de Coordenadora de Enfermagem, através da Bem Viver, Oscip que administra aquela casa de saúde, além de outras em nosso estado. Reafirmo que nesses quase quatro meses de trabalho, sempre exerci minha função com honradez e responsabilidade estando 24h do dia disponível para aquela unidade de saúde.


3.     Nesse período, como todos sabem, o governo do estado iniciou tratativas para saldar débitos com as instituições que administram as unidades do sistema estadual de saúde. Débitos estes herdados da gestão passada, como é do conhecimento público. Por conta disso, nossos pagamentos não foram efetuados mensalmente em sua integralidade, ficando sempre saldos a pagar com os funcionários.

4.     Por conta disso, no mês de março de 2015 recebi o valor retroativo a esse período trabalhado e não pago, assim como aconteceu com outros colegas em situações similares. Daí o valor que aparece no meu contracheque parecer de um salário elevado, distante da realidade do meu cargo.


5.     Esse contracheque e a cópia do cheque mostrados nesses blogs foram subtraídos de minha bolsa, no meu local de trabalho, quando eu estava trabalhando. Acrescento ainda que isso me obrigou a iniciar processo judicial contra os blogs que expuseram meus documentos pessoais e minha imagem, tentando me colocar na vala comum, ofendendo minha honra e dignidade.

6.     Credito esses ataques a mim ao desejo de fazer luta política de baixo nível contra o governo Flávio Dino, sem menor respeito por minha história de vida, ofendendo a minha trajetória de dedicação à saúde pública desde os tempos de estudante universitária. Além do mais, se eu tivesse cometido algum deslize funcional ou sido favorecida por alguma ilegalidade, caberia a mim responder e não a terceiros. E não ser agredida tão covardemente nem ser usada para agredirem outras pessoas.


7.     Por fim, agradeço as centenas de mensagens de apoio da minha família, dos meus colegas de universidade (Ufma e Uema), de trabalho, de profissão, das pessoas que verdadeiramente me conhecem e que sabem da minha seriedade. A quem me acusou tão covardemente e tão levianamente e tentou atingir os que querem trabalhar pelo bem comum, peço que reflitam sobre o mal cometido e deixo-os agora que se entendam com a Justiça.



Fonte: G1 Maranhão.
REPORTAGEM  WILLAME POLICARPO.

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