RÁDIO TROPICAL FM 89,3

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ministério Público denuncia Tiago Bardal por corrupção passiva.



Depoimentos de presos por formação de organização criminosa relataram que ele teria recebido mais de 200 mil reais para liberar investigados, segundo o MP-MA.



O ex-chefe da Superintendência de Investigações Criminais (SEIC), delegado Tiago Bardal, está sendo alvo de mais uma ação do Ministério Público do Maranhão. Dessa vez o MP-MA pediu a Secretaria de Segurança Pública (SSP) a abertura de uma nova investigação contra ele durante no período em que ele liderava a SEIC.

Segundo o órgão, o pedido surgiu depois da prisão do delegado Tiago Bardal por suspeita de integrar uma organização criminosa de contrabando, em São Luís, e da repercussão dos casos em que ele estaria envolvido.




No documento, a promotora de justiça em Imperatriz, Raquel Chaves, pede que seja apurada a veracidade de depoimentos de presos por formação de organização criminosa especializada em explosão e assalto a banco no Maranhão. O caso aconteceu em abril de 2016.

Três presos apontaram o delegado Tiago Bardal, na época titular da Superintendência de Investigações Criminais, em um caso de corrupção passiva que teria acontecido durante uma operação comandada pela Seic em Imperatriz.

Em depoimento ao Ministério Público, eles relataram que Bardal e outro policial receberam 240 mil reais para libertar outros investigados. Um deles disse que o delegado exigiu 10 mil para liberar um veículo que estava apreendido.

A promotora também disse que, na época, considerou os relatos que envolvem o delegado fato isolados que poderiam ser estratégia de defesa dos advogados dos presos. Mas agora decidiu reconsiderar, depois de tudo o que está sendo apontado contra Tiago Bardal.

“Os crimes implicados que eles (presos) respondem é de organização criminosa. Então eles, por ocasião das suas oitivas, relataram os fatos. O Ministério Público encaminhou cópia integral de todos esses procedimentos com as mídias, os relatos, para que sejam tomadas as providências legais por parte do Secretário de Segurança", declarou a promotora Raquel.


REPORTAGEM WILLAME POLICARPO.

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