quinta-feira, 26 de julho de 2018

Assassino da menina Alanna Ludmila, Robert Serejo é pronunciado a júri popular em Paço do Lumiar.


O assassino está encarcerado no Complexo Penitenciário de Pedrinhas desde 4 de novembro de 2017, quando tentava fugir em uma van na BR-135.



Assassino da menina Allana Ludmila Borges Pereira, de 10 anos, Robert Serejo de Oliveira, de 33 anos, foi pronunciado a júri popular pela 3ª Vara de Paço do Lumiar.

Ele será julgado por feminicídio, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver contra a enteada. O crime ocorreu em novembro de 2017 quando o padrasto da menina invadiu a casa, durante ausência da mãe, para estuprá-la e matá-la. Em seguida, ele enterrou o corpo de Alanna sob restos de material de construção no quintal da casa. 

O acusado está encarcerado no Complexo Penitenciário de Pedrinhas desde 4 de novembro do ano passado, quando tentava fugir em uma van na BR-135, na zona rural de São Luís.



Segundo o juiz Roberto de Paula, que está respondendo pela 3ª Vara de Paço do Lumiar, foi realizada a audiência de instrução e, na etapa seguinte, Robert foi pronunciado ao júri, após análise da materialidade e indícios acerca da autoria dos crimes pelos quais o acusado está respondendo.

A Justiça está aguardando, no momento, a defesa ou o Ministério Público se manifestarem por meio de recursos, em um prazo de cinco dias.

Passado esse prazo e as partes não entrarem com recursos, o processo voltará e o magistrado vai designar a data para o Tribunal do Júri, que poderá acontecer ainda neste ano.

De acordo com declarações de Roberto de Paula, nessas etapas, o juiz não pode “fazer juízos de certeza”, pois quem vai decidir se réu é inocente ou culpado são os jurados no final do júri popular.


REPORTAGEM  WILLAME POLICARPO.

Um comentário:

  1. O Art. 5º, XLVII, a e b, da Constituição Federal, que trata da proibição das penas de morte e de caráter perpétuo tem que ser reexaminado por nossos legisladores.
    A quantidade de crime de característica hedionda, incidente no país, requer reflexão mais apurada das autoridades políticas e judiciais. Por seu turno, as leis penais brasileiras favorecem muito os criminosos com benefícios inaceitáveis, como visitas íntimas, inclusive ganham a liberdade sem cumprir a totalidade de suas penas.
    Temos de combater a hipocrisia dos defensores dos direitos humanos de criminosos e partir para defender a sociedade, exigindo mudança na Constituição Federal para que ela contemple a pena de morte, ou a prisão perpétua para determinados crimes contra a vida.
    Nada justifica que um criminoso cruel, que tira a vida de alguém por motivo torpe ou fútil, continue a ter o direito de viver. Ou, então, que continue a viver, mas em prisão perpétua e trabalhando na penitenciária para custear as suas despesas.
    Não se trata de espírito medieval ou de desumanidade ao exigir-se a perda de liberdade para sempre daquele que, de forma cruel, covarde e animalesca, tira a vida, por exemplo, de uma criança indefesa. Mas pelo menos fazer justiça à memória da vítima assassinada, que não mais retornará para viver, é uma medida que se nos afigura bastante razoável.
    Os fatores morais, religiosos e ideológicos não podem continuar como obstáculos para que crimes contra a vida, perpetrados por elementos desumanos, fiquem sendo tratados com leniência e tolerância por nossas autoridades políticas, judiciais e dos representantes dos direitos humanos.

    ResponderExcluir