quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Namorada de PM maranhense que matou professor do IFPA se entrega à polícia em Marabá.




Thaís Santos Rodrigues, de 25 anos, namorada do PM maranhense Felipe Freire Sampaio Gouveia, que matou um professor do IFPA de Marabá, se entregou à polícia, na 21ª Seccional de Polícia Civil de Marabá (PA), por volta de 16h desta terça-feira (14). A mulher, que estava com prisão preventiva decretada e é acusada de ser cúmplice do crime, chegou em uma viatura da Polícia Civil acompanhada por três investigadores e o delegado Ivan Pinto da Silva, responsável pelo caso.

Ederson Costa dos Santos, 29 anos, professor do Instituto Federal do Pará (IFPA), foi alvejado com vários tiros na cabeça, no início da Avenida Tocantins, em frente ao SESI, em Marabá (PA), por volta de 2 horas da manhã de sábado (4/08).

De acordo com informações da Polícia Civil, a mulher confirmou em depoimento que foi o PM que atirou no professor. Ela disse ainda que Felipe Gouveia teria atirado após o professor falar alguma coisa, que ela alega não saber o que é.



Ainda segundo a polícia, Thaís queria que o Prof. Ederson Costa pagasse o prejuízo da colisão entre os dois veículos, mas ele havia se recusado por entender que não tinha culpa na batida entre os automóveis, fato que teria desencadeado a ira de Thaís, incentivando Felipe Gouveia a matar o educador.

A acusada é proprietária do veículo Fox, vermelho, usado pelo casal para fugir do local do crime. O carro está apreendido na 21ª Seccional de Polícia Civil. A arma utilizada no crime também está sob poder da Polícia Civil.

O advogado de Thaís, Leonardo Queiroz em entrevista alegou que ela não foi coautora do crime, porque em nenhum momento, ela instigou o assassinato. “Ela só era testemunha dos fatos, um fato traumatizante e estar sob efeito de medicação. Por isso, esperou para se entregar”, disse.

A acusada foi submetida a exame de corpo de delito, interrogada e, em seguida, transferida para o Centro de Recuperação Feminino de Marabá (CRFM), onde ficará à disposição da Justiça.


REPORTAGEM  WILLAME POLICARPO.

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