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terça-feira, 9 de julho de 2019

XV Seminário Piauiense de Apicultura e I Seminário Piauiense de Meliponicultura que aconteceu em Floriano (PI) - 01 a 03 de julho de 2019


Foram três mesas redondas, seis palestras, seis oficinas e sete minicursos distribuídos em dois intensos dias de programação do XV Seminário Piauiense de Apicultura e I Seminário Piauiense de Meliponicultura, evento realizado em Floriano (PI), de 01 a 03 de julho, no campus Amílcar Sobral, da Universidade Federal do Piauí (Ufpi). 


A abertura solene do evento, com homenagens a 21 pessoas que contribuíram para o desenvolvimento da apicultura no Piauí, durante os últimos 40 anos, ocorreu na noite do dia 1º de julho, no hotel Rio Parnaíba. "Terminamos o evento fortalecidos, com o sentimento de dever cumprido e entusiasmados para fazer mais pela apicultura do Piauí. A realização conjunta do I Seminário Piauiense de Meliponicultura foi uma decisão mais que acertada. Aqui foi semeada a semente. Que ele agora germine, cresça e dê muitos frutos", destaca o professor da Ufpi, Laurielson Alencar, um dos coordenadores do evento.


Uma das atrações do Seminário foi a V Feira de Produtos Apícolas, que teve oito estandes com venda de produtos das abelhas (mel, pólen, própolis), equipamentos para criação de abelhas, doces e peças de artesanato.

Nas mesas redondas e palestras foram abordados temas atuais e de relevância para o segmento, como a morte das abelhas provocada pelos agrotóxicos, estratégias para evitar perda de abelhas, troca de rainhas, espécies de abelhas para meliponicultura, como iniciar a criação de abelhas-sem-ferrão, comercialização, empreendedorismo e fortalecimento da apicultura no Piauí.

Um dos palestrantes mais aguardados foi Lionel Segui, professor titular aposentado da USP de Ribeirão Preto, geneticista e pesquisador sobre abelhas, atualmente professor visitante da UFERSA/RN. Ele destacou a importância de se discutir a perda de enxames e a morte de abelhas em decorrência do uso de agrotóxicos. "Nós discutimos aqui várias questões e estamos com vários estudos relevantes em relação à apicultura. 

Lamentavelmente, o uso indiscriminado de agrotóxicos tem causado uma mortandade de abelhas e prejudicado essa atividade. Esse problema poderia ser evitado com uso de várias alternativas, dentre elas o controle biológico de pragas da agricultura. Isso evitaria a perda de abelhas, que são muito importantes para o homem, pois 70% dos nossos alimentos dependem da polinização feita pelas abelhas", ressalta Segui.

A pesquisadora da Embrapa Meio-Norte, Fábia Pereira, que estuda a perda de abelhas e alternativas para conservação de recursos genéticos desses insetos, em sua palestra falou sobre a importância de fornecimento de alimentos e água às abelhas no período da seca. "A preservação ambiental, o enriquecimento da flora apícola, o sombreamento e outras ações são muito importantes para mantermos os enxames produtivos. Outra estratégia  que devemos ter atenção especial está relacionada ao fornecimento de água e alimentos energéticos e proteicos às abelhas", acrescenta a pesquisadora que apresentou diversas alternativas de alimentação para as abelhas.

Os participantes do seminário também tiveram a oportunidade de aprender a utilizar subprodutos das abelhas em oficinas de hidromel (vinho de mel), pão de mel no pote e sabonete de mel. As oficinas sobre divisão de enxames de abelhas-sem-ferrão e sobre agrotóxicos e ambiente apícola também movimentaram o seminário.

 As possibilidades de diversificação da produção de mel e de outros subprodutos, tanto das abelhas africanizadas quanto das abelhas-sem-ferrão, foram apresentadas em diversos minicursos. "Nesse momento de baixo valor do mel de abelha africanizada no mercado, estas alternativas são importantes para gerar renda", explica o professor Laurielson Alencar.

O XV Seminário Piauiense de Apicultura e I Seminário Piauiense de Meliponicultura é uma realização da Federação das Entidades Apícolas do Estado do Piauí, da Universidade Federal do Piauí, da Embrapa Meio-Norte, do Sebrae, da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado do Piauí, Secretaria de Agronegócios, Prefeitura de Floriano e da Codevasf.
 

Conta, ainda, com  o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Conselho Regional de Medicina Veterinária, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Óticas Floriano, Cachaça Riachão, Hotel Rio Parnaíba, Wenzel's Apicultura, Senar, Bee Própolis Brasil e do Armazém Paraíba.

Reportagem: Willame Policarpo

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