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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

IML começa a liberar corpos de vítimas carbonizadas em massacre de Altamira, no PA


O Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves” (CPCRC) de Altamira, sudoeste do estado, começou a liberar nesta terça-feira (13) os 20 corpos, dos 30 que foram carbonizados durante o massacre ocorrido no Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRAlt). Os corpos foram identificados após a realização de exame de DNA. Ao todo, apenas sete corpos foram liberados, pois apenas familiares destes compareceram à UR para assinar os documentos de liberação.
Eles foram identificados como: Amilton Oliveira Câmara, Anderson Nascimento de Souza, Diego Walison de Sousa Reis, Geidson da Silva Monteiro, Itamar Anselmo Pinheiro, José Brandão Barbosa Filho, José Francisco Gomes Filho.
A liberação dos demais corpos se dará no decorrer da semana, até o comparecimento de seus respectivos familiares, que estão sendo comunicados a comparecerem na UR do CPCRC de Altamira. Os parentes devem trazer documentos de identificação originais, que fazem parte da determinação legal e burocrática para liberação dos corpos sem qualquer impedimento: documento com foto do cadáver e do familiar que vai assinar a liberação, além do comprovante de endereço.

Massacre no presídio

Um confronto entre facções criminosas dentro do presídio de Altamira causou a morte de 58 detentos. No dia 29 de julho, líderes do Comando Classe A incendiaram a cela onde estavam internos do Comando Vermelho. De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), 41 morreram asfixiados e 16 foram decapitados. Na terça, mais um corpo foi encontrado carbonizado nos escombros do prédio.
Após as mortes, o governo do estado determinou a transferência imediata de dez presos para o regime federal. Outros 36 seriam redistribuídos pelos presídios paraenses.
Um relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) considera o presídio de Altamira como superlotado e em péssimas condições. No dia do massacre, havia 311 custodiados, mas a capacidade máxima é de 200 internos. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará, dos 311 presos, 145 ainda aguardavam julgamento.
Fonte : G1 PA
Reportagem : Willame Policarpo

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