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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Coronavírus: China aumenta cerco para 40 milhões e fecha parte da Grande Muralha

Mortos por pneumonia misteriosa já são 26; ao todo, 13 cidades chinesas estão isoladas.

Trabalhador faz trabalho sanitário em praça de Wuhan, na China. Foto: China Daily CDIC / Reuters

Mais de 40 milhões de chineses foram isolados em suas cidades, nesta sexta-feira, depois da imposição de restrições às redes de transporte em outras quatro localidades. A medida tem o objetivo de evitar a propagação do coronavírus, que já matou 26 pessoas e contaminou pelo menos 830.
Ao todo, 13 prefeituras adotaram medidas de confinamento na região de Wuhan (centro), a metrópole de 11 milhões de habitantes, onde o vírus foi detectado em dezembro.
governo chinês também anunciou, nesta sexta-feira (24), o fechamento de trechos da Grande Muralha, assim como de monumentos emblemáticos de Pequim, em meio às medidas adotadas para controlar a propagação do coronavírus.
Os túmulos da dinastia Ming e a floresta Yinshan Pagoda serão fechados a partir de sábado. O Estádio Nacional de Pequim, conhecido como Ninho de Pássaro, construído para os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, teve suas portas fechadas hoje.
Nesta sexta, a Tailândia confirmou o quinto caso de coronavírus no país, e Hong Kong confirmou mais dois. Países da Ásia estão intensificando o cerco contra a doença. Xangai também pediu aos cidadãos que vêm de áreas de foco que fiquem em casa ou em quarentena centralizada por 14 dias. Além disso, o parque temático da Disney em Xangai, que costuma esgotar ingressos na época do Ano Novo Lunar, anunciou nesta sexta-feira que fechará as portas por tempo indeterminado.
O Ocidente também observa o número de casos com apreensão. O diretor médico emérito da Public Health England, agência do Departamento de Saúde e Assistência Social do governo britânico, disse ser "altamente provável" que casos do coronavírus já tenham surgido no Reino Unido. O porta-voz do premier Boris Johnson anunciou a convocação de um encontro entre lideranças do governo para planejar uma resposta emergencial à possível chegada do vírus no país.
Organização Mundial de Saúde (OMS) está examinando a propagação do novo coronavírus. Casos da doença causada pelo 2019-nCoV provavelmente devem continuar a se disseminar na China e ainda é muito cedo para avaliar a gravidade do surto, de acordo com Tarik Jasarevic, porta-voz da OMS.
— O foco não é tanto no número (de casos), que sabemos que irá aumentar — afirmou Jasarevic em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira.
Reportagem : Willame Policarpo 

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