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terça-feira, 15 de setembro de 2020

MP-MA vai oferecer denúncia contra acusados na morte dos pais do deputado federal Cléber Verde

Foi concluído o inquérito policial que apurou os indícios da morte dos pais do deputado federal Cléber Verde (PV), na fazenda onde moravam, localizado no município de Turiaçu, no dia 14 de julho deste ano. O inquérito foi enviado pela Polícia Civil ao Ministério Público, que oferecerá denúncia contra os suspeitos do crime.


Maria da Graça Cordeiro Mendes, de 70 anos, e Jesuíno Cordeiro Mendes, pais do deputado Cléber Verde, foram brutalmente assassinados na fazenda onde moravam. No momento do crime, as vítimas estavam sozinhas na propriedade.

Os indiciados foram identificados como Jeferson Silva da Costa, Elielson Cardoso Paiva, Daniel Paiva e José Fernando Ferreira do Nascimento.

Um quinto suspeito de participação no crime, identificado como Fábio Cardoso, conhecido como “Fabinho”, morreu em confronto com a polícia horas após o duplo homicídio. Segundo o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, Fábio Cardoso era uma “pessoa de personalidade voltada para o crime e altamente violenta”.

Segundo pessoas que foram ouvidas pela polícia durante as investigações, Fabinho afirmava que tinha que fazer um “eco”, atirar em alguém durante os assaltos, e ainda afirmava que gostava de espancar suas vítimas durante as ações criminosas.

De acordo com os promotores de Justiça Reinaldo Campos, Frederico Bianchini e Igor Adriano Trinta, que acompanham o caso, os quatro suspeitos serão denunciados pelo MP-MA pelos crimes de latrocínio e tortura.

Após o indiciamento e julgamento, juntas, as penas dos suspeitos de participação no crime contra os pais do Deputado Federal Cléber Verde podem ultrapassar os 80 anos de prisão.

Segundo os promotores, o grupo torturou Maria das Graças Cordeiro Mendes, para que ela dissesse onde estavam os bens do casal e a arma de fogo que havia na casa para defesa pessoal. Consta nas investigações que, apesar de Maria das Graças ter dito aos criminosos onde estavam os bens, eles continuaram as agressões verbais e corporais contra a idosa.

“Aconteceram diversas agressões, diversos golpes. Ela, prontamente, falou que os bens estavam no quarto do casal. Mesmo assim, drogados, a agrediram bastante e a idosa ficou ainda um tempo agonizando”, contou o promotor de Justiça Frederico Bianchini.

Os promotores destacaram, ainda, que a motivação do crime foi patrimonial, pois os homens foram até a fazenda para roubar os bens do casal. Após matarem a idosa, os homens saíram da casa levando diversos objetos como: relógios, dois celulares, dois revólveres calibre 38, três cartucheiras calibre 20 e a quantia de R$ 4 mil.

Consta no inquérito policial que Daniel e Fábio Cardoso, o quinto suspeito de participação no crime, que morreu em confronto com a polícia depois do duplo homicídio, se dirigiram até as áreas adjacentes da fazenda, onde encontraram a vítima Jesuíno Cordeiro.

Segundo o promotor de Justiça Igor Adriano Trinta, ao se deparar com o idoso, Daniel apontou uma arma contra Jesuíno, mas Fábio tomou a arma da mão de Daniel e desferiu tiros contra o pai do deputado federal. O idoso ainda tentou fugir, mas foi alcançado e atingido com golpes de arma branca.

Sobre a participação de três adolescentes no crime, os promotores de Justiça afirmaram que eles não tiveram participação na execução do crime, mas, no apoio aos criminosos.

As investigações apontam que os adolescentes estavam em uma canoa motorizada, perto da fazenda das vítimas, esperando os criminosos para ajudar no transporte dos bens roubados do casal de idosos. De acordo com os promotores, os adolescentes responderão por ato infracional.


Reportagem : Willame Policarpo 

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