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quarta-feira, 21 de abril de 2021

Corpo de maranhense morta nos Estados Unidos será cremado

 

Crime ocorreu no domingo (18), na Pensilvânia, praticado pelo ex-namorado da vítima. 


corpo da maranhense Débora Evangelista Brandão, de 34 anos, morta a facadas pelo ex-namorado, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, será cremado e enviado à cidade de Balsas, onde nasceu e moram seus familiares. 


Em contato com o irmão da vítima, Washington Brandão, a reportagem do Jornal Pequeno foi informada que ser cremada era um desejo dela. Além disso, ela teria testado positivo para a Covid-19. 


Débora foi assassinada a facadas em uma rua, na cidade de Phoenixville, por Danilo Sousa Cavalcante, também brasileiro, que não aceitava o fim do relacionamento. O crime foi cometido na frente dos filhos da vítima, de sete e três anos. 


A filha da maranhense, uma criança de apenas sete anos, foi quem pediu socorro e ajudou na localização do suspeito. 


O autor foi preso uma hora e meia depois, já no estado da Virgínia. Em depoimento à polícia americana, ele disse que a segurou pelos cabelos e desferiu os golpes de faca, num total de 12. 


A vítima trabalhava como diarista e vivia nos Estados Unidos há quase cinco anos, com um casal de filhos. Segundo familiares, ela juntava dinheiro e estava com planos de retornar ao Brasil. 


MORTA QUANDO CHEGAVA EM CASA 


As investigações revelaram que Débora e os filhos chegavam em casa quando Danilo apareceu, puxou a vítima para o chão pelos cabelos e ameaçou matá-la. Em seguida, ele se posicionou em cima da mulher e a esfaqueou. 


Durante a luta, Débora pediu à filha para encontrar ajuda. A criança correu para um vizinho, que ligou para emergência. Antes de a polícia chegar, o suspeito fugiu para a Virgínia, onde foi preso pela força policial local. 


Ele será extraditado de volta para o estado onde aconteceu o crime e acusado de homicídio em primeiro e terceiro graus, além de agressão e outras acusações relacionadas. 


O cunhado de Débora, Felipe Bergoli, relatou que as duas crianças estão sob os cuidados dele e da esposa. “Eles pedem pela mãe, mas a gente tenta fazer algo para ocupar a cabeça deles. Tenta desviar o foco”, disse ele. 


Deb Ryan, promotora distrital e responsável pelo caso, disse: “Esta é uma tragédia de partir o coração. Duas crianças ficam sem mãe. A dor que essas crianças e todos os entes queridos de Debora estão sofrendo como resultado dessa depravação é horrível. Asseguraremos que o réu seja levado à justiça por esse ato de sangue frio, premeditado e desprezível. A família da vítima tem nossa mais profunda simpatia”. 


Fonte : Jornal Pequeno


Reportagem : Willame Policarpo

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