RÁDIO TROPICAL FM 89,3

https://cantador.app:9160/live

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Pesquisa mostra que evangélicos não querem golpismo, mas boa gestão.


Entre os setores da sociedade que o presidente Jair Bolsonaro identifica como aliados principais, os evangélicos são citados a todo momento.  

A aposta em lideranças desse ramo religioso é cada vez maior, como se viu no discurso golpista feito no dia 7 de setembro, na Avenida Paulista, quando Bolsonaro tinha a seu lado o pastor Silas Malafaia, o bispo Estevam Hernandes e outras personalidades do mesmo naipe.  


Para agradar aos céus, Bolsonaro brigou para manter templos abertos durante a pandemia, cumpriu a promessa de indicar um nome "terrivelmente evangélico" ao Supremo Tribunal Federal e sempre que pode se reúne com bispos e pastores. 


Apesar de todo esse esforço, a mistura de religião com política parece não estar agradando muito os fiéis.  


A pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra que o índice de aprovação de Bolsonaro junto aos evangélicos é descendente e não passa de míseros 29%, contra uma reprovação de 41%. 


Os números mostram ao presidente que os fiéis dessa ou daquela denominação evangélica podem respeitar muito os pastores em momentos de oração, mas quando se trata de política as condições econômicas e sociais falam mais alto. 


Com os preços estratosféricos dos alimentos, gás de cozinha, gasolina e energia, o governo vai ter que mudar muita coisa para conquistar a aprovação desse público. 


Bolsonaro pode se sentir poderoso quando negocia ou discursa ao lado de lideranças evangélicas seguidas por milhões de fiéis.  


Mas é preciso entender que esses brasileiros pentecostais e neopentecostais esperam de seu presidente muito mais que bravatas ou declarações golpistas.  


Querem apenas uma boa gestão. Mas, convenhamos, Bolsonaro alcançar esse objetivo seria um verdadeiro milagre. 


Reportagem: Willame Policarpo

Nenhum comentário:

Postar um comentário